30 de jan de 2010

Todas as guerras...

Meu nome foi escrito nas cinzas
E assim se desfaz a cada vento
Sem chegar ao futuro almejado
Sem ter um sonho para sonhar.

As guerras, todas as guerras
São tolas, ríspidas e invencíveis,
Sim, todos perderam na guerra,
Então porque lutaram todos?


Mesmo assim vou continuar
A perder o que não encontrei
E a encontrar o que hoje perdi
A vencer o que não se pode vencer?


Naquele dia era abril em Portugal.
Naquele dia era setembro no Brasil
E hoje é janeiro em Israel e palestina
E todos eles padecem juntos?

Ainda que separados pelo tempo
Pela distancia de seus pensamentos
pela força dos braços que reconstroem
a cidade destruida pelos homens...

mas quando será o tempo do cantar
para que este poeta brade em alta voz
a paz que muitos desejaram alcamçar
a paz dos guerreiros, dos humanos,
A paz que a guerra não pode destruir

ainda que todas as cidades desapareçam
surgirá um dia a paz que a guerra
[ não pode destruir]
a paz que um homem viu existir...

3 comentários:

Poeta do Penedo disse...

Caro poeta do inverno
são já dois mil os anos que nos contam crónicas constantes de guerras, atrocidades contra a humanidade. Nestes dois mil anos que foi que o homem aprendeu? que conclusões tirou?
Haverá paz neste planeta martirizado no dia em que o homem criar uma guerra de tal forma medonha, que englobe nela a ferocidade de todas as outras, e o aniquile da face da terra. Nessa altura que apenas sobrevivam os poetas.

Com amizade

Mari Amorim disse...

Olá poeta,
belo poema,e viva os poetas!
Boas energias
Mari Amorim

poeta do inverno. disse...

tomara que possua a razão poeta do penedo, e viva os poetas.