20 de jan de 2010

O mover da cidade de são paulo.

O mover da cidade de são Paulo começa antes do sol se mostrar, começa quando os operários despertam, quando despertam as mulheres e revolucionários, quando despertam os jovens...
A cidade começa a se movimentar na madrugada, ela clama a aurora, a cidade necessita da aurora para que seus trabalhadores a façam continuar o progresso deste século... Os passos que seguem o iniciar do amanhecer são passos de homens cansados, mas que ainda querem reconstruir a nação mas também são os passos dos jovens inquietos que buscam algo que não sabem aonde está...alguns são homens esquecidos pelo tempo e por esta geração, mas foram eles que levantaram a cidade, eles fizeram nascer do pó a são Paulo de hoje, antes de nós houve os homens do café,do ouro, do rio,da cana de açúcar, do pau Brasil e houve índios, havia mãos para o trabalho e uma nação para se construir, a nação brasileira...pedra por pedra construíram a São Paulo, e o Brasil de hoje antes para que os jovens de hoje continuassem...
Nova fabrica e nova economia, direções novas para a cidade, mas o operário ainda continua, porque a cidade nunca acaba... mas ainda há porque lutar?
A cidade desperta e nas ruas uma multidão caminha para o inicio de um novo tempo, agora porem já não somos apenas brasileiros, somos ingleses, franceses, portugueses, espanhóis,italianos,gregos...somos o mundo dentro de uma cidade,somos a são Paulo dentro de um pais, quantas nações erguem e formam diariamente este pais?
Surge a tarde, descansar é preciso, sim irmãos descansem, porque o mover da cidade e antes de tudo o mover de vossos seres...

4 comentários:

MM disse...

Caro Poeta do Inverno,

Considero que este seu texto está muito bem conseguido.

A meio do texto senti que faltava de facto uma referência ao cosmopolitismo inegável de uma cidade como São Paulo, cidade que conheço apenas de passagem.

Deixe-me acrescentar uma ideia à questão que levantou sobre o operário continuar a lutar. Tenho para mim que apenas uma modesta percentagem de pessoas tem a capacidade de se observar no mundo, de subir pelo menos uma vez na vida ao telhado do local onde vivem e contemplar a vizinhança. Os operários provavelmente continuam a lutar sem sequer se interrogarem sobre essa luta porque não terão a faculdade de se contemplarem no mundo, tampouco de contemplarem o mundo e as dinâmicas que o regem.

Vivem atados aos afazeres do presente.

Os melhores cumprimentos,

Marcelo Melo
www.3vial.blogspot.com

Poeta do Penedo disse...

Caro poeta do inverno
Um texto magnífico que, como muito bem disse o Marcelo Melo, exprime a faceta cosmopolita dessa cidade que apenas conheço de nome. No seu texto sentimos o reboliço do operário, o acotovelar de gente oriunda de diversas partes do mundo, mas principalmente, e isto quero realçar, sente-se o grande amor que o meu caro poeta tem pela sua cidade. Ela talvez não o saiba, mas para o mundo, através de um seu filho querido, foi lançado um quadro magnífico onde foi pintada a sua profunda estrutura...e não foram precisas muitas palavras.
São Paulo pode-lhe estar agradecida.
Com amizade

poeta do inverno. disse...

caro marcelo tens razão quando afirma que poucos conseguem comtemplar o mundo, sobre isto o querido poeta vinicius de morães tambem escreveu, de uma foram simples muitos continuam a contribuir para um novo mundo sem saber...abraços.

poeta do inverno. disse...

sim poeta do penedo, verdadeiramente eu não nasci em são paulo, mas aprendi amar esta cidade e suas pessoas, suas multipals facetas me atraem.