2 de fev de 2010

No fim dos meus dias!

A artilharia do tempo acertou-me,
E fez o sangue rolar sobre o rosto
Que perdeu toda a beleza que antes
Fazia deste ser o senhor da vaidade.

Agora já não há mais o que festejar
todas as pétalas se desfolharam
E no desprender dos minutos vividos
Despertei descobrindo que não era vida.

Era qualquer coisa como um sonho
Que não houve tempo para sonhar
Era qualquer coisa como um poema
Escrito com o suor do destino.

E neste jardim de horas perdidas
Uma criança reacende a fé humana
Fazendo brotar algo como esperança
Em lares esquecidos ao relento.

Mas para mim foi se todas as auroras
E junto o desejo de ver o entardecer
Resta agora a crença de ver novamente
Em outro mundo,outra vida nascer.

sandrio cândido.

Um comentário:

Poeta do Penedo disse...

Caro poeta do inverno
no futuro distante reside a esperança da humanidade, que nasce no nosso presente, viva em cada criança que pela primeira vez abre o pulmão ao mundo. Guardemos as nossas crianças, que são o nosso tesouro, principalmente num presente de tempestade como o nosso.
Com amizade.