22 de fev de 2010

Nos amamos.


Do que nos dois vivemos
Ficou uma distante lembrança.
Um sentimento de saudade
E algumas imagens velhas
Jogadas entre o pó da estante.


O instante que por nos passou
Prendeu o amor que era eterno.
Todas as declarações ditas
Perderam se no verso escrito.

O tempo enfim nos venceu
Passou como o vento forte
Levou o que nos pertencia
E depois deixou no exílio
Todo o amor que juramos...

Agora há novos desejos
Um novo sentimento nos espera
Necessitamos continuar a vida
Sem esquecer que ela é um sonho
Construído por muitos despertares.

Sandrio Cândido.

6 comentários:

Mari Amorim disse...

Olá querida!
eu acredito que o amor e eterno enquanto dure,já dizia o poeta.
acredito que na vida tdo é mutável,mas somos movidos por esta força motriz,que se chama amor.
Boas energias,
Mari

poeta do inverno. disse...

assim mesmo deve ser o amor,e deculpe mas sou querido.

Poeta do Penedo disse...

»O sonho construído por muitos despertares». Meu caro poeta do inverno, quão verdadeiro é este seu verso. Saber preservar um casamento é bem um sonho. E sente-se o seu conforto, o seu alcance, após terem passado muitos anos de despertares em comum. O amor é sublime.
Sempre muito preenchido com a sua poesia.
Com amizade

poeta do inverno. disse...

o amor é mesmo um sentimento celeste.
com saudações.

Daniel Hiver disse...

Obrigado pela visita e o comentário em meu blog. Essas lembranças que quase tem vida própria, que se vive, primeiro a dois e depois sozinho. Essa saudade e essas imagens que parecem envelhecer na estante empoeirada da alma. Tudo isso nos faz crescer, melhorar... para um dia quando nos perguntarem onde moramos, podermos dizer: - não, eu não moro, eu vivo! E se depois acenarmos com um sorriso, quem fez a pergunta saberá estar diante de um homem! Um homem de verdade! Não esses que finjem.

poeta do inverno. disse...

com certeza suas palavras transmitem a verdade de muitos de nós humanos, obrigado pela visita . com saudações.