23 de fev de 2010

A tarde da vida.

Inesperada tarde em meu existir
Breve alento para o canto ríspido
Doce chuva para o rio da vida...

Pouco a pouco o sol desaparece
E dos segundos agora passados
Restou-me apenas as idades...

Pressinto que o minuto vivido
Aprisionou em velhas imagens
O meu desejo de eternidade.

A liberdade para meu ser
surgir- quando enfim
Minha hora for póstuma.

Entrelaçam o sol com a lua
Para não mais haver tempo
De ser o poeta que não fui.

Sandrio cândido.

4 comentários:

Poeta do Penedo disse...

Meu caro poeta do inverno
acho que todos desejamos deixar na calçada da vida a nossa marca. Há quem o consiga fazer. Grandes mentes, grandes génios. A esses nunca lhes faltou a capacidade de acreditarem nas suas capacidades. Acredite você também, meu amigo. E relacione-se com as pessoas certas. A sua poesia vai levá-lo à calçada da vida. Tem é de acreditar.
Com amizade.

Mari Amorim disse...

Olá amigos!
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Boas energias
Mari Amorim

poeta do inverno. disse...

obrigado pelas suas palavras,meu caro poeta do penedo, elas vieram como balsamo para o meu ser.

Juliana Lira disse...

Ah não!
Espero do fundo do coração que a liberdade venha entes, se és poeta já és eterno!
E há sempre o agora...
Hoje pousei aqui e senti a brisa suave das suas palavras, essas palavras trouxeram alento e frescor.


Milhões de beijos