6 de mar de 2010

um dia II .

Quando enfim a rosa vermelha
For apenas um símbolo perdido
Do sentimento que por ti guardo
E do amor que confio a teu ser,

Quando enfim todas as lembranças
Perderem-se na memória silenciosa
De nossas almas errantes e vividas
E de nossos corpos já em cinzas,

Quando enfim todas as crianças
Possuírem um futuro além da vida
E os rios correrem para o mar
Sem resvalar nas pedras antigas,

Quando enfim a nossa existência
For a própria vida que vivemos
E não apenas o sonho construído
No almejado futuro do mundo,

Neste dia será todo o universo
A contemplação do inatingível
E eu cantarei sem medo
Tal qual o poeta que escreve,

Sob a chuva que cai na aurora
E só possui um teto de palavras
Abandonado a sua própria sorte
Com a maravilhosa arte do sonho.

sandrio cândido.

5 comentários:

Priscila Rôde disse...

Sandrio,
maravilhoso!

Mari Amorim disse...

Olá poeta,
obrigada,ficou lindo o Selo em teu espaço.Quanto ao teu poema,muito intenso,como td as palavras que saem do coração,
Boas energias
Mari

Poeta do Penedo disse...

Caro poeta do inverno
nada é mais maravilhoso do que ver um sonho transformar-se em realidade. É então tempo de o homem pegar nas suas palavras e ser feliz.
Parabéns.
Com amizade

Canteiro Pessoal disse...

Hum... poeta do inverno! Estação que amo, pois atuamos o entrelaçado de maneira inteira e deliciosa. Obrigada pelas gentis palavras.

paz!

Priscila Cáliga

Hana disse...

Eu simplesmente amei o post, seu blog, vou vir sempre! obrigada pelo lugar lindo. ja sigo onde vc for!!
com muito carinho.
Hana