23 de abr de 2010

Te amo carmem.

Querida Carmem, hoje despertei com o sussurro do vento na janela, o mesmo que antes gritava teu nome em meus ouvidos, sim, gritava teu nome todos os momentos e eu ficava a delirar observando tuas fotos e recados, dir-se ia que eu estava apaixonado, queimava me uma chama que pouco a pouco foi se apagando.
Querida, minha linda, ao ver a aurora despir se das ultimas estrelas da madrugada, deixar os últimos pingos de chuva cair, eu não resistir, peguei minha pena e meu caderno (aquele que eu grafei teu nome) e me pus a caminho do riacho, no caminho eu via teu rosto nos lírios do meu jardim e nas magnólias, será que eras tu aquela bailarina que buscava o sol nos campos de girassóis.
Sentei-me diante das águas claras e vi descer do meu rosto uma lágrima, eu já não sou mais aquele jovem que te escrevia sonetos (ou talvez te descrevesses o meu amor), mas ainda resta nas sombras do meu rosto duas pequenas luzes que ainda brilham ao ouvir teu nome(meu olhar ainda te procura) e incessantemente te vejo na natureza porque meu sentimento continua virgem. Sim todo amor sempre é virgem posto que não possue fim, apenas esconderijo, toda chama se esconde a espera de ser novamente inflamada.
Querida Carmem, eu chorava e minhas lágrimas juntavam se as águas correntes para talvez esvaírem se com o tempo e depois retornarem a esta alma errante, mas que isto eu cantava minhas lágrimas e minha dor na esperança de que o vento ampliasse meu canto até teu ser... ( vais vento grafe meu sentimento no ar, no peito da mulher amada, no sorriso na flor, grafe para que ela veja, grafe na pedra para que nunca se apague este amor) mas o vento também me traiu e fez meu canto retornar com as mesmas palavras e a mesma triste voz.
Sabe Carmem, tu sabes que eu nunca fui um bom poeta de amor, tudo que eu sabia de amor gastei contigo, amor que era felicidade e que hoje verteu se em dor e lágrima.
Vou deixar que descanse, pois minhas mãos também necessitam descansar, mas antes saiba querida Carmem que meu coração está calejado e rompe em chagas, e que minha face debruçou sobre a margem do rio e espera apenas duas coisas( que chegue a eternidade do nosso amor ou a eternidade da minha alma “a morte”.)
Um pequeno beijo poema em teu coração.



Sandrio Candido.

3 comentários:

IVANCEZAR disse...

Me lembrou Camões:
...repousa lá no céu eternamente
...e viva eu cá na terra tristemente...
Ah , sim .... o amor é eterno ...

poeta do inverno. disse...

estou distante de camões, más mesmo assim, obrigado.

Poeta do Penedo disse...

Caro Poeta do Inverno
A doce Carmen, ao ler este texto, esta bela carta de amor, decerto terá ficado muito feliz.
Com amizade