21 de jun de 2010

Sofia.

Sempre te esperei no mesmo instante
Na mesma rua, no mesmo bar.
Esperei-te na única fotografia
De meus jovens anos passados.

Sei que ainda continua molhada
Olhando-me com olhos pasmados
Como criança que se perde
No escuro de uma noite estranha.

Sei que o tempo manchou minha face
Porque o meu desígnio é este,
Mas tua face permanece a mesma
refletindo-se no balé de espelhos.

Tantas esperanças que adormecem
Nos abismos dos sonhos humanos
O tempo que hoje nos resta
É o mesmo que no amanhã nos falta.

Quantos caminhos nos sobram
Quando a morte nos encontra
Sonhos que de tanto sonhados
Acabam não realizados.


Quantas vezes eu te amei em silêncio
Temendo desvirginar teu sentimento
Amei não te como uma mulher
Mas como o poema em pensamento.

Sandrio cândido.

14 comentários:

Mari Amorim disse...

Não estás sozinho nas lutas do mundo.
O Pai te vê e ampara.
Amigos do Alto te socorrem, sem que percebas.
Por isso, prossegue servindo e amando.

Fracasso é lição.
Dor é iluminação.
Dificuldades são oportunidades de progresso.

Esquece o mal que porventura te atinge.
Entrega os problemas ao tempo, que tudo resolve.
Trabalha no bem e o bem responderá com a paz na tua consciência.

Tudo ocorre visando ao progresso das criaturas.
Segue operando com a luz do Evangelho, e a alegria iluminada de Jesus inundará tua alma, fortalecendo-te para as lutas redentoras que te conduzirão à vitória final.
Boas energias,
Mari Amorim

Juliana Lira disse...

Ao poeta do inverno o mais aquecido cumprimento por escrever tão lindamente!

"Amei não te como uma mulher
Mas como o poema em pensamento."

Milhões de beijos

Dois Rios disse...

Lindo demais, Sandrio!

Um lamento, uma dor, um aviso... um poema.

Beijo,
Inês

Janita disse...

Olá Poeta amigo.

Muito belo e sentido este poema, em memória de um amor do passado, mas ainda e sempre tão presente.
É maravilhoso ser-se amado por alguém dessa forma: como se ama um poema...
Muito, muito lindo, meu amigo. Adorei!
Um beijo da Janita

José Carlos Brandão disse...

Sofia é sabedoria em forma de poesia.

Lídia Borges disse...

Muito bonito porque rente ao sentir.



Beijo meu.

IVANCEZAR disse...

É provável que essa forma de amor - presente na verve do poeta - não sobreviva à forma carnal do amor profano e pecador . Mas sabemos,não existir nada mais puro, mais intenso, o que esse amor que os versos cantam com peculiar encanto, "beliscando" nossos mais profundos sentimentos - lá na nascente do riacho ... Minha gratidão pela visita, desde o sul agora gelado) do Brasil !

JIVM disse...

Os livros foram lidos e tudo já foi dito
resta o silêncio - este corvo doido...

JIVM

Jaime Piedade Valente disse...

bem... não esquecer sofia queria dizer sabedoria em gregoa

Maria Luisa Adães disse...

Lindo o poema postado, no belo blog de "A alma e a rosa".

Sofia

É um sonho de encanto, carinho e quebranto.

Amei!

Maria Luísa

Jussara Christina disse...

Passando para conhcer vc menino!
Adorei teu blog, belíssimo!
Adoro conhecer pessoas inteligentes, observadoras e sensíveis!
Vou te seguir ...
Se puder visita meu cantinho tb, que é feito com muito carinho.
Bjs doces!

*´¨)
¸.·´¸.·*´¨) ¸.·*¨)
(¸.·´ (¸.·` *♥ Jussara Christina ♥*♥*♥*♥*♥*♥*♥*♥*♥

Insana disse...

Que o sussurrar do vento te deixe plena.

bjs
Insana

Flávia Diniz. disse...

'O tempo que hoje nos resta
É o mesmo que no amanhã nos falta. '

Nossa, que perfeito.

Beijos.

Juliana Carla disse...

Sandrio,

Esperar, amar em silêncio... Dor prazerosa que corroí os dias.

Bjuxxx e xerooo amigo.