22 de jul de 2010

Canto final.

O poema é feito de pedras
Inertes como o silêncio
O que elas guardam
Há de se quebrar
Para se revelar.

A poesia quebra o silêncio
Mas com palavras mudas
Por isto não há como falar poesia
Apenas cantar em versos
Feito dos resquícios do dia.

A poesia é enfim o teatro
Encenado na métrica da vida
Conta se como conta
Os anos que possuímos
No longo passar da vida.

Poesia é o segredo
Que o poeta deixou obscuro
No canto que grafado
Perdurou sob as cinzas.

Todo canto é final
Ainda que demore a chegar
O canto que seja o ultimo.


sandrio cândido.

5 comentários:

Lara Amaral disse...

Poetas andam quebrando pedrinhas, abrindo conchas; qualquer canto é descoberta ;)

Beijo doce.

Poeta do Penedo disse...

Por entre as palavras do poeta, aquelas mesmas que o leitor lê, escondem-se segredos que só o poeta conhece. Por mais que conheça sobre o poeta, há pequenos silêncios que só ele conhece. É o poder da poesia!
Um bom fim de semana, amigo Sandrio.

Magna Santos disse...

Difícil demais falar poesia. Já me arrisquei uma vez...concluí pela contradição. Às vezes, o silêncio diz melhor. Mas, o problema é que a poesia pulsa e acaba se derramando pelos dedos do poeta.
Abraço, Sândrio e obrigada pela presença em Sementeiras. Que bom que pudeste deixar comentário desta vez.
Fique com Deus: O Grande Poeta do Universo! Só ele para imaginar dar asas a pássaros.
Magna

Sandrio cândido. disse...

sim é dificil falar de poesia, quanto mais tentamos mais nos entregamos a uma estranha volupia.

Lou Vilela disse...

Passando para agradecer e retribuir a visita.

Parabéns pelo espaço!

Lou