26 de jul de 2010

Lisboa: canto da liberdade.

                   Ao poeta do penedo.

                          I
Lisboa
teu grito clama liberdade
suspira aroma de cravos.

Lisboa
teu poeta há de escrever livre
porque as mãos que hoje lutam
há de vir  lutar com palavras.

E as palavras saltarão as telas
rimarão olhos e fé
com o teu grito que é liberdade.

Lisboa
enquanto te percorro, te grafo,
para que saibas o mundo
que tens alma de liberdade.
                      II
Serás minha terra a terra portuguesa
minha pátria será tu que és enfim
a poesia para meu poema
o aroma para minhas rosas.

Deixarei me cobrir de cravos e rosas
voltarei novamente a Abril
se for preciso lutarei com eles
mas será livre o meu Portugal.

Mas em meu século
Portugal mudou de nome
hoje Portugal se chama Israel.
               III

Israel, porque em tia há de nascer
um novo país feito de paz
assim como em Portugal...

Jaz no meu canto a guerra
que não deveria ser iniciada.
É necessário outra revolução
para que os jovens se permitam
colher nas ruas outros cravos.

sandrio cândido.

12 comentários:

Lara Amaral disse...

Poesia trabalhada, riquíssima a sua, Sandrio.

Beijo.

IVANCEZAR disse...

E quantas vezes vingará o fuzil ?
No aroma das rosas
Na beleza dos cravos
Em tantas canções como a tua .
Belo poema.
Parabéns !

Mari Amorim disse...

que linda e merecida homenagem Sandrio,Parabéns!

Estou homenageando um amigo,que faz a diferença como você na blogosfera,passe lá para comemorarmos juntos,seu aniversário.
Boas energias,
Mari
Mari Amorim Brincando Com a Rima

Sandrio cândido. disse...

lara, não sei se tenho uma poesia trabalhada no sentido de uma bela poesia, mas sei que faço tudo para que os meus poemas transbordem o que sente a alma humana(não apenas a minha)

Poeta do Penedo disse...

Meu caro amigo Sandrio
Não sei se sou merecedor de tamanha manifestação poética e amizade. O meu profundo agradecimento!
Abril deu-nos a conhecer o caudal imenso de poesia, que se encontrava escondida da mutiladora censura, que cantava a ânsia por liberdade. Foram muitos os poetas presos, por deles brotar poesia regeneradora, tal como esta que a mim dedicou. Relembro aqui Manuel Alegre, Zeca Afonso e Ari dos Santos.
Portugal, um país em guerra, soube fazer uma revolução em paz, tal como você o canta. 25 de Abril de 1974 será uma data que me acompanhará até ao último dos meus dias, porque nela o sangue, na força dos meus 18 anos, correu-me forte. O peito foi pequeno para aguentar a inebriante sensação de liberdade que me bateu em cheio.
Pena é que o 25 de Abril não seja sentido de forma tão profunda, pelos jovens portugueses, como o é por um jovem amigo que encontrei, de nome Sandrio, que não sendo português, sente a revolução portuguesa como um verdadeiro lusitano, como um lusitano que acordou na manhã de 25 de Abril de 1974 como um homem amordaçado,e se deitou nesse mesmo dia, rouco de emoção, como um homem livre.
Obrigado, meu caro amigo!

Sandrio cândido. disse...

querido poeta, hoje tua lembrança é permeda por este dia tão especial para vocês portugueses...para meu ser é um dia em que o mundo percebeu que a paz e a liberdade não é um sonho distante, a juventude pode tudo, basta querer e lutar...

abraços poeta do penedo.

Clara Margaça disse...

Muito bom!
Um beijo

Juliana Lira disse...

Eu me calo perante tanta beleza.Aliás sempre fico sem palavras por aqui, qualquer coisa dita, seria nada, diante de textos como esse.

Milhões de beijos

Sandrio cândido. disse...

juliana, teu silêncio já é um grande feito.

Ana Oliveira disse...

Gostei...

desta Lisboa...Terra Prometida.

Um beijo

Ana Larissa disse...

Seus textos são de tirar o fôlego!
Parabéns.

Hosana Lemos disse...

muito bem escrito, palavras selecionadas a dedo!

MUITO BOM.