19 de out de 2010

Cidade perdida.

O frescor das manhãs já esquecidas
Penetra a casa cinza de metal
Cidade de sonhos já perdidos
Utopia desfeita em traços.

Os sabores de tua rua são relíquias
Da gloria de um passado perdido
Nas paginas de livros didáticos.

Face de um sonho nordestino
- Construiremos uma cidade de paz
Más o progresso rompeu os laços
Levou das casas os quintais.

Cidade de senhores exaltados
E de andarilhos
[peregrinos de um tempo injusto]

Das manhãs vindouras resta o sonho
Do poeta que escreve a esperança
No cinza da cidade esquecida
Resta o resquício da sonhada vida.

5 comentários:

Lara Amaral disse...

Do cinza, daquilo que parece nada mais haver, ainda resta... em tudo há vestígios.

Janita disse...

Olá meu querido e jovem poeta.
Fico sempre feliz quando te reencontro!
A poesia reflecte o estado do espírito e da alma, portanto, umas vezes triste, melancólica e outras feliz e esperançada.
Assim é a tua poesia e assim és tu.
O importante é que sejas genuíno, autêntico e isso eu sei que tu és.
Beijinhos.
Janita

Poeta do Penedo disse...

Caro Sandrio
belo poema.
Mesmo em cidades perdidas, a vida, que é poderosa, faz por se fazer sentir. Numa cidade perdida há sempre um homem perdido, que vive perdidamente o resto que a vida lhe deixou.
Um grande abraço lusitano.

Maria disse...

Amigo poeta nunca devemos desistir de sonhar e a esperança no dia de amanhã deverá estar sempre no nosso coração. Lindo poema
Bom fim de semana
bjs
Maria

Maria Luisa Adães disse...

O encontrei em Janita.
Também escrevo poesia e me parece que todos os poetas tendem para
a solidão e um pouco de tristeza.

Mas só assim, a poesia canta!

Paradoxo, mas verdade!

O convido a visitar-me, talvez possa gostar de minhas tristezas.

Mª. Luísa

http://os7degraus.blogspot.com