31 de out de 2010

Poema intimo.

a priscila rodê.

Dentro de mim não cabe um poema
ainda que digno seja a poesia.

Por isso canto,rispido canto,
as vezes trise como o luto
inquietante
canto como o sol que se ergue
no surgir de um novo dia.

II
Tenho revisto os versos
que escrevem a minha vida
despido os véus
inventado valores
tenho escrito para a vida.

Já não cabe em mim o sentimento
do humano que mim habita
já não cabe em mim o divino
que no meu ser grita.

III.

No teto da catedral
podia se ver a poeira do tempo
romper a crosta do silêncio
que emanava da tua poesia.

Podia se ver o mar
romper o intimo sentimento
que prescrevia os seus dias.

podia se ver a verdade
que transbordava em tua poesia.

Podia enfim se ver
os versos emaranhados
romper o silêncio do dia.

8 comentários:

Priscila Rôde disse...

"Podia se ver o mar
romper o intimo sentimento
que prescrevia os seus dias.

podia se ver a verdade
que transbordava em tua poesia.

Podia enfim se ver
os versos emaranhados
romper o silêncio do dia."

O que dizer diante de tanta beleza?


Obrigada, Sandrio! Pela surpresa tã boa...


Um beijo na Alma!

Sandrio cândido. disse...

Já o disse, obrigado.
Beleza há em tudo o que fazemos com amor, eu escrevo com amor, porque amo escrever e ler, quando encontro blogs como o teu, o da lara amaral, poeta do penedo e leonardo b, penso que ainda vale a pena ler poesia.
saudações

Insana disse...

Gosto do que é o mar
o marleva o ruim e traz o Bom
o mar nos leva pra longe e nos traz de volta.

bjs
Insana

Lara Amaral disse...

Dentro do poeta cabem as areias do tempo, profetizadas em versos bonitos como os seus.

Beijo.

Nadine Granad disse...

Doce como és!
Linda homenagem!

Abraços carinhosos =)

Janita disse...

Meu querido Poeta.

Lindo o poema e linda homenagem.

"Tenho revisto os versos
que escrevem a minha vida
despido os véus
inventado valores
tenho escrito para a vida."

Como eu me revejo neste espelho!...

Beijo amigo.

Janita

Poeta do Penedo disse...

Meu caro Sândrio
a força da palavra é tremenda.
A palavra deve ao poeta a beleza da escrita. A palavra deve-lhe muito.
Um grande abraço.

lupuscanissignatus disse...

o mar

que se

desvenda


a poeira

que se

apazigua


[assim a poesia
nos olha
límpida e plena
de maresia]


*abraço*