5 de jan de 2011

Poema ao tempo.

A lamina do tempo tocou a minha face
com seu corte ríspido teceu
o poema que a idade escreveu
em meus dias de vida.

Fiquei a olhar seu estranho objeto
instrumento de pêndulos cintilantes
reluzindo entre os olhos azuis
a bailar no tempo.

Contemplando o mistério dos véus
risquei em meu ser o verso
termino do poema que antes do nascer
já estava em meu ser escrito.

Apaguei do meu medo a morte
antes de tudo eu era deserto
agora que finda a minha vida
serei pó e cinzas.

sandrio cândido.

8 comentários:

Lara Amaral disse...

Uau, Sandrio! Poema de enorme sensibilidade e força, parabéns!

Beijo.

nydia bonetti disse...

Afiadíssimos - a lâmina do tempo e teu poema, Sandrio. Muito bom. Beijo!

Folhetim Cultural disse...

meu blog voltou com tudo acompanhe durante a semana noticiário cultural. Espero que goste. Me siga. Abraços boa semana.

informativofolhetimcultural.blogspot.com

Magno Oliveira
Folhetim Cultural

Wilson Torres Nanini disse...

Vc se vira ao avesso com o poema.

Abraço!

Almeida Lucius ™/ Ulisses Reis ®/Heleno Vieira de Oliveira disse...

Tenha um lindo fds e tudo de otimo para voce, beijos !!!

Dois Rios disse...

Belo, Forte e simbolíco.

Há tanto de mim nesses versos...

Beijo, Sandrio

Marisa Vieira disse...

Maravilhoso Sandrio!
PS. vou te procurar no FB...
beijo da Marisa

Priscila Rôde disse...

O tempo se deixa e é levado. Nós, presos e carentes, esperamos a eternidade.

E ela vem.


Um beijo.