3 de fev de 2011

Sigo te amando.


                                                     
                                                 ... Coleciono silêncios em mim...
                                                                     Patrícia Lara.
I

Querida Carol,  ainda  olho na janela
mas não vejo-te.Apenas contemplo o silêncio
dos rostos comprimidos sob a sombra
dos retratos deixados na estante.

Admirava-me encontrar em teus olhos
os poemas nunca grafados
eram sonetos e declarações
de um estranho sentimento.

Querida Carol. Se queres procure-me
habito a solidão dos monitores,
das pálpebras cerradas e caladas
no som de um poema do Vinicius.
 II
Coleciono em mim estes fragmentos
uma memoria esquecida
no peso das palavras nunca ditas...

Carol, Coleciono adeuses e olhares
guardados nos retratos
na estante dos silêncios.

Esta dor não é aquela por ter te  perdido
mas a de jamais ter permitido
que nossos lábios se tocassem
Que nossos olhos se unissem.

Querida Carol. Se a casa desabitada
continua a guardar as lembranças
de um amor não declarado
imagina o que guardará o poema em seus olhos grafado.

Por entre estes véus cinzas vou encobrindo-me
em verdade tenho medo
de encontrar perdido no chão
o sentimento escondido.
      III
Ser poeta não me causa espanto
causa me dor é ser humano
ser feito de carne
ser tecido em véus estranhos.

Sabe Carol, só queria lhe dizer
que sigo te amando 
na janela me vejo esperando
o beijo que nunca virá...

Na esperança do teu olhar
na lembrança do teu rosto
eu sigo
sempre te amando.

Sandrio cândido.

13 comentários:

Daniel Hiver disse...

Sandrio...
Obrigado pela visita e pelo comentário. Ao vir aqui retribuir a visita encontrei um blog intimista e pude sentir a força do teu amor não declarado por Carol.
Gostei especialmente da imagem criada que fala da coleção de adeuses e olhares nos retratos
da estante dos silêncios...
Isso é mais do que é poético. É uma declaração silenciosa de amor!

Almeida Lucius ™/ Ulisses Reis ®/Heleno Vieira de Oliveira disse...

Muito obrigado e também gostei do teu Blog, e tenha um bom fds, e um abraço!

Colecionadora de Silêncios disse...

Uau!!!
Que linda declaração de amor! Que poema perfeito! :)

E muita honra me deu, caro amigo, por estar presente (de alguma forma, nesta magnífica construção poética. Muito obrigada por essa oportunidade. :)

Beijos

Camila Lourenço disse...

Sandrio...vc vê a minha alma como poucos que passaram no meu blog até hj...obrigada!!

Essa Carol a quem vc é tão devotado, ela existe? Ela já leu seu blog? Se existe e se ainda não leu,ela precisa ler...urgentemente!

Beijo!

Maria disse...

Amigo poeta quanto amor e nostálgia num poema maravilhoso que toca a alma de quem lê. Lindo!
Tenha uma excelente semana.
Beijinhos
Maria

Janita disse...

Meu querido Poeta.
Perdoa vir um pouco tarde. Agora já repuz o "Alma e a Rosa" nos meus blogues e estarei atenta.
Que maravilha Sandrio, voltar a ler os teus belos poemas. Até me entra uma alma nova e nem sabes como fico feliz.
Lindo este poema de amor.

"Na esperança do teu olhar na lembrança do teu rosto eu sigo sempre te amando."

Que Deus te guie e ilumine o teu caminho, meu querido.

Beijinhos com carinho
Janita

Flávia Diniz. disse...

Nossa que lindoooo!

Beijooos

Ítalo do Valle disse...

Sandrio,

Quantas vezes compartilhei dessa espera
Debruçando-me em versos
De uma dor tão distante e linda!

Obrigado pela visita!

Gostei muito do seu espaço!

Um grande abraço!

Sandrio cândido. disse...

A todos um muito obrigado. Que as musas nos acompanhe.

mARa disse...

LIndo! Lindo! suspiro apaixonada!

Beijo!

Maria Marluce disse...

Bela imagem a palavra cria, ao tecer o poema.

Dois Rios disse...

Sândrio,

Um amor não declarado deixa sempre a estranha sensação de completude e vazio, ou seja, existiu mas não aconteceu, não desabrochou, virou memória fragmentada. Nem sempre o silêncio é cordato, menos ainda quando se trata de amor.

Beijos,
Inês

marlene edir severino disse...

Olá Sandrio,

Passei aqui pra conhecer teu blog e gostei muito!
Estou te seguindo

Um abraço
marlene