20 de mar de 2011

Tempos necessitados.

Vivemos tempo de busca, só não sabemos o que buscar, temos tudo, mas algo nos falta.Somos vazios e cheios,contradição moderna. Dentro de nós dorme o desejo da eternidade e já não sabemos em qual gruta adentrar para procurar a semente do amor. Somos vazios de nós mesmos. O mundo de hoje quer a felicidade fora de si, como se a felicidade estivesse na vitrine de uma loja ou na tela da TV. A felicidade adentrou o mercado dos bens consumíveis e rápidos, mas esta não é a verdadeira felicidade. A felicidade verdadeira está dentro das nossas possibilidades de sermos nós mesmos.
Temos medo, olhamos no espelho e gostamos da imagem, o espelho só reflete pena que não acusa. Vivemos a época dos espelhos. Uma época onde o que vale é as imagens, pouco valor se dá para a pessoa humana, talvez por isto vivemos a época das depressões. 
Somos depósitos. Guardamos nomes, lugares, pessoas, colecionamos muitas coisas (objetos), bom seria perdê-los. Percamos os objetos e aprendamos a esquecer, é preciso preencher nós com a nossa essência, conosco mesmo. Não podemos colecionar pessoas, já dizia dom Helder Câmara: “as pessoas são pesadas de mais não as carregue, mas as ame”.
Somos como vitrines, por nós vai passando muitos olhares, mas é como se o nosso olhar ficasse distante. Recebi um comentário dizendo que “é como se eu olhasse para o texto sem cobrança, permitindo-me sonhar”. Concordo com a cah, a menina de a sombra do mar. Vivemos tempos em que cobramos muito, queremos status, riqueza, muitas coisas e não é preciso ser religioso consagrado para saber que o importante não é o que temos na vida, mas o que fazemos na vida. O importante é não deixar de sermos o nosso próprio ser para tornar se a sombra dos que os outros querem que sejamos.
Vivemos tempos necessitados. Desfizemos as utopias e já não faz sentido caminhar, será que já não utopia no mundo? Será que o outro vale mais do que eu? Mas como amar o outro se eu não sei me amar, se eu não me torno sujeito da minha historia? São tempos de busca, buscamos a nós mesmos. Mas esquecemos que nós só estamos dentro de nós. Esquecemos que o amor é a necessidade de completar-se e que a solidão é apenas uma forma de ver o mundo e que ser só não é ser solitário. Como diz a cah: “a solidão é uma vírgula em meio a duas palavras”. Sejamos nós esta vírgula. Aprendamos a ser o que de melhor temos, nós mesmos.
                                    
Sandrio cândido. 

5 comentários:

rosa-branca disse...

Temos que aprender a dar valor ao que realmente tem valor. Temos que separar o trigo do joio. Adorei o seu texto. Beijos com carinho

Cristal de uma mulher disse...

Lindo falar deste amor pois ele só vem do criador de todas as coisas..Visite meu blog de missões.

Um grande abraço

Erica Gaião disse...

Nossa!

Amei. Amei por ser tão reflexivo e, ao mesmo tempo, verdadeiro. Verdadeiro em todos os aspectos. A felicidade não precisa ser inventada; ela existe em si. Bom que você também compreende isso...

A Cah é uma iluminada. Escreve de um jeito tão dela, que eu diria, sublime!

Beijos,

Flávia Diniz. disse...

Eu fui lendo esse texto e falando, essa frase é minha cara, e lendo e me indentificando com cada palavra dita, e no fim o comentário que não poderia deixar de fazer: MARAVILHOSO!!!!!
Concordo com cada palavrinha.


Boa noite.

Long Haired Lady disse...

vivemos hoje, mais que nunca, num mundo de aparencias…