10 de abr de 2011

Lisboa: canto da liberdade


                   Ao poeta do penedo.

                          I
Lisboa
teu grito clama liberdade
suspira aroma de cravos. 


Lisboa
teu poeta há de escrever livre 
porque as mãos que hoje lutam 
há de vir  lutar com palavras. 


E as palavras saltarão as telas 
rimarão olhos e fé 
com o teu grito que é liberdade. 


Lisboa
enquanto te percorro, te grafo,
para que saibas o mundo 
que tens alma de liberdade.
                      II
Serás minha terra a terra portuguesa
minha pátria será tu que és enfim 
a poesia para meu poema
o aroma para minhas rosas. 


Deixarei me cobrir de cravos e rosas 
voltarei novamente a Abril 
se for preciso lutarei com eles 
mas será livre o meu Portugal. 


Mas em meu século
Portugal mudou de nome
hoje Portugal se chama Israel. 
               III


Israel, porque em tia há de nascer 
um novo país feito de paz
assim como em Portugal...


Jaz no meu canto a guerra 
que não deveria ser iniciada.
É necessário outra revolução
para que os jovens se permitam 
colher nas ruas outros cravos.


sandrio cândido.


P.S. este poema foi publicado a um ano, mas portugal merece-o outra vez.

3 comentários:

нєllєи Cαяoliиє disse...

deve merecer sempre... lugar lindo!
Beijos

A Escafandrista disse...

Sândrio, que alegria ler tua poesia!!! Qd vi a palavra Lisboa.. arrepiei. Bjs bjs bjs.

Janita disse...

Meu querido Sandrio.
Já conhecia este teu poema, mas adorei relê-lo.
É uma linda homenagem à Capital do meu País.
Infelizmente o aroma dos cravos está a desvanecer-se e, neste momento, passamos por um negro período, com tendência para se agravar.
Mas, aqui, falamos de poesia e ainda bem. O ar fica perfumado pelos teus puros sentimentos e doce sensibilidade.
Fica bem meu querido Sandrio.
Beijos
Janita