29 de abr de 2011

Poema n° VII

Não emudecerá no crepúsculo dos tempos
o sonho que hoje carrego no peito
e que mesmo sufocado entre espinhos
ousa desabrochar-se como esperança.

Uma palavra basta para preencher o vazio
das tardes que anoiteceram em meu ser
e deixaram o rastro da solidão adentrar
os desejos que emergiam em mim.

Não morrerá comigo o amor que possuo
pela beleza dos abraços e dos beijos
não saberá a ciência psicológica
vivenciar o calor das mãos dadas.

Não emudecerá no ultimo instante
o calor das amizades, dos amores
não será abandonado no frio o amor
dos homens que ousam sonhar.



Sandrio cândido.


4 comentários:

Lara Amaral disse...

Quando os sonhos fogem de mim, não há poesia que console. Sem dúvida, não se pode viver sem eles.

Beijo.

Sam disse...

meus sonhos são pétalas
que compõem minha rosa dos ventos
que desabrocham caminhos
por entre espinhos
e trilhas esquecidas
em estrada de pó
e só, não se pode viver.


Que lindo, Sandrio.
Meu carinho,
Samara Bassi

Carla Diacov disse...

caramba, amigo...


Deus abençoe!

Janita disse...

Lindo demais este poema, meu querido amigo.

Nunca emudecerá o calor da amizade nem arrefecerá o amor os homens que ousam sonhar!

Parabéns Sandrio.

Abraço com carinho.

Janita