31 de mai de 2011

Mundo liquido

Deitaram se as mascaras 
acabou-se o balé de espelhos 
enfim ele tornou-se insuportável. 

O homem vazio
caminha a margem do rio 
a espera da barca para a ultima travessia. 

Inaudível voz da primavera 
que nos corações modernos soam 
como sinos estridentes, grita a felicidade. 

sem rumo e sentido o homem anda,
 já não satisfaz o seu anseio
no culto individual ao seu eu.

O que és tu homem pós moderno?
o que em minha frente se move
ou o reflexo de teu rosto no espelho.

Vestiram-te com os trajes do mito
te aplaudiram com a ciência
e agora deixaram desperdiçada a tua vida
a margem do grande caminho.

Sandrio Cândido. 

7 comentários:

нєllєи Cαяoliиє disse...

"e agora deixaram desperdiçada a tua vida a margem do grande caminho."
mas um dia quem sabes trilhará o mesmo caminho para se reencontrar?
Bela poesia,e instigante.
Beijos,Sandrio!

A Escafandrista disse...

sabes q existe um autor que fala que vivemos na era das relações líquidas, fala até em amor líquido.. o teu poema lembrou-me disso...

gostei muito desta parte: "Inaudível voz da primavera que nos corações modernos soam como sinos estridentes, grita a felicidade. "

bjssssss

Carla Diacov disse...

te aplaudindo com a minha ciência de que a fé. e pronto. a fé é a ciência.

Long Haired Lady disse...

vivemos hoje meio que no piloto automatico e muitas vezes deixamos passar um tempo precioso!

A Escafandrista disse...

oi sandrio... eu estava mesmo falando de sygmund baumman, já li COMUNIDADE dele... bom conhecer tuas inspirações. bjs.

Catia Bosso disse...

Como assim, Rita????

acho q se enganou

Vieira Calado disse...

Um poeta da grande cidade, sem dúvida!

Saudações poéticas