9 de jan de 2012

Os olhos


Sei que nossos  olhos guardam castelos .Edifícios a sombra 
de alguma luz.Sei que há uma dor  imensurável 
indizível as lagrimas. 

Desfilamos junto as horas mortas. Na insônia das cores 
emaranhados aos jardins encobertos 
pelos senhores de ternos. 

O mundo é o sepulcro da felicidade. 
Desaprendemos a olhar o horizonte. 
Como procurar a liberdade neste esvaziar das tardes humanas?

Úmidos lábios da solidão,beija-nos esta noite 
para que possamos ouvir no eco dos nossos  gritos 
a resposta que tanto almejamos. 

Sei que nossos olhos guardam sonhos emoldurados 
pela saudade distante.Rostos desfigurados 
pelos anos que já não são do tempo
enamorados.

Sandrio Cândido 

7 comentários:

carmen silvia presotto disse...

Os olhos nos denunciam e este poema diz e bem sobre o nosso olhar.

Um beijo Sandrio, bom início de semana.

Carmen.

Tania regina Contreiras disse...

Reaprendewndo a olhar horizontes, Sandrio! Reaprendendo...
E u teu poema atira meu olhar para lá!
Beijos,

Celso Mendes disse...

Guardam castelos, suas princesas e suas masmorras.

Um poema belo e triste, Sandrio.

Abraço.

Dois Rios disse...

Sândrio,

Os olhos fitam através das janelas da nossa alma. Se elas permaneceram cerradas, de fato, desaprenderemos a olhar o horizonte.

Beijo,
I.

dade amorim disse...

Nossos olhos guardam tantas coisas!
No entanto, falvez esqueçam o que não for somente sonhos.

Abraço grande, Sandrio.

Carla Diacov disse...

ai do calabouço desses olhos!!!


beijo!

Concha Rousia disse...

Reaprendamos pois a olhar o horizonte, ler-te amplia o meu horizonte poético, adoro, abraços, Concha