7 de fev de 2014

anotações cotidianas ( I)

trago o horizonte diluído nas brumas grafadas em meus olhos- só tenho sonhos para oferecer de alimento.

Aqui na rua de casa as árvores estão floridas, faz muito calor, mas as árvores resistem esplendidas, parecendo desafiar o cinza da cidade.

 Essa semana tomei chuva quando voltava da biblioteca e trazia nas mãos o livro, o amor no tempos do cólera, era previsão, porque o amor é uma tempestade afagando os corações.

Minha prima teve uma filha linda, dá gosto de ver, porque as duas juntas parecem perder se em um tempo diferente, um tempo de epifanias, quando nem mesmo tempo há, somente a doce presença disto que chamam amor. Eu sinto que ela aprendeu o significado da vida, tão simples, um gesto apenas.

Ando Muito saudoso estes últimos dias, pior é que não tenho saudades de algo que foi, tenho saudades mesmo é daquilo que ficou na promessa.

Olho a árvore florida lá na rua e penso: Só tenho sonhos para ofertar, mas em cada sonho eu caminho junto aos meus amigos, de mãos dadas, em busca do abrigo. Sou um homem solitário, mas existo para ser oferta  aos meus amigos.
 
Sandrio Cândido

2 comentários:

Graça Pires disse...

Só ter sonhos para ofertar e não ter saudades de algo que foi, ter saudades mesmo é daquilo que ficou na promessa...
Tem aqui um magnífico texto.
Abraço

Karine Tavares disse...

Parabéns pelo teu blog!
Vem conhecer o meu:

feitaparailetrados.blogspot.com