11 de out de 2015

quando acabou a festa
a música se agasalhou no silencio

enorme é a solidão das violas!
vive na esperança de haver mãos
que as queiram dedilhar...

todo coração é uma ladainha selvagem
e a memória um rosário de monturos!

quando o sagrado fraturou-se
a transcendência ficou sem refúgio
assim nasceu a beleza,
para ser o ventre do vento
soprado desde outra praia.

toda alma sustenta um córrego
capaz de umedecer as horas
desertadas no coração

e os olhos são uma grota
todos esperam um  encontro
para esvaziar o vazio
e suspender  o tempo.

Sândrio Cândido

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